Impulsos

Corrói-me este ácido a cada segundo.
E minhas costas suportam o mundo.
Pobre ansioso Deus me criou.
E um vento angustiante Ele soprou.

Trancado no escuro, ou livre no campo.
Reflito, oro, deliro e canto.
O Sol altivo vai sumindo.
E a ansiosa Lua vem subindo.

Seu brilho mortal induz-me ao torpor.
Ansiedades unidas conforme for.
Assim como esculturas nós nos fitamos.
E por alguns minutos apenas amamos.

Um lobo uiva e rouba o momento.
Retorna o devorador do meu pensamento.
Milhares de toneladas a me pressionar.
Voltei a ser eu, tentando amar.

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