quarta-feira, 28 de março de 2012

Charuto


Hoje preciso de um charuto,
como quem precisa de chuva.
Tenho gatos na sala,
livros na estante e a vizinha para reclamar da fumaça.
Tenho pena, tenho raiva, não tenho tempo.
Preciso, hoje.
Fumaça, leitura, poltrona, miados, metafísica.
Hoje é quando?
É senão um ontem com sorriso amarelo disfarçando a falacia da repetição cotidiana.
Seria mais feliz feito Direito?
Sigo como os gatos, pois hoje preciso de tempo.

Ergo propter hoc pós hoc


Dormi como gato.
Acordei como se acorda.
Banhei-me, comi, sorri. Vivi?
Trabelhei feito uma mula.
Sem forças, calei-me.
Ouvi como surdo.
Sozinho esbravejei feito louco.
Insano.
Como fraco, desisti.
Covarde não realizo.
Prossigo, prossigo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Light, Shine again.

terça-feira, 29 de março de 2011

três pontos

Muitos acreditam em vida após a morte, eu acredito que estamos na morte antes da vida...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Desabafo de Quarta feira

Quando foi que voltei a dormir?
Este sono trágico que me corroí lentamente.
As traças brotam de minha bocarra escancarada.
Apresso os passos sem saber ao certo onde chegar.
Odeio quase todos, pois acredito que me odeiam.
O ódio é fugaz, passageiro insolente da caminhada da vida.
Morte, soa agora tão tentadora.
Vida, mera labuta transitória.
Esperança, a ultima das maquinações de pandora,a qual me dilacera.

Não existem classes sociais, nacionalidades, raças ou credos.
Existe o humano, a besta, o lobo predador da própria especie.
A propagação da dor.
A Insatisfação permanente.
Onde estão os bosques floridos? O mar azul? As cancões? As festas? A alegria?
Foram meras visões de tempos obscuros, foi um comercial em meio a arrebatadora verdade da vida.
Ela é única e não é romântica.